"PORQUE É QUE OS ADOLESCENTES PRATICAM BULLYING?"


Para educar os filhos,é preciso ter equilíbrio para poder passar equilíbrio. O exemplo é o mais importante, além da atenção, e o diálogo, que hoje estão escassos. A maioria das pessoas não tem tempo e por isso vive ligada em seus smartphones e computadores e não percebe que por causa disso acaba tendo menos tempo ainda, desta maneira repassa a responsabilidade para terceiros, escola ou apenas deixando de lado, compensando com bens materiais, viagens e permissividade por culpa.

(Deborah Ignacio)

"PORQUE É QUE OS ADOLESCENTES PRATICAM BULLYING?"

Tão fortes que eles são. Ameaçam, batem, ridicularizam, humilham. E não mostram um pingo de compaixão pelas suas vítimas. São garotos. Como podem ser tão violentos? Como podem assumir comportamentos capazes de arrepiar, chocar ou enojar o comum dos mortais? Quais são as causas do bullying entre adolescentes?

INSEGURANÇA Podem parecer fortes mas na maior parte das vezes os agressores não passam de pessoas inseguras que procuram valorizar-se e impor-se através destes atos de violência. Fazem-no EM GRUPO porque sozinhos muitas vezes sentem que não valem nada. Não são capazes de o admitir, claro. Nem esta insegurança desculpa alguma coisa. Mas ajuda a perceber. Quando tratam um colega de escola como se fosse lixo, sentem-se melhor consigo mesmos: poderosos, capazes.

FAMÍLIA DISFUNCIONAL Nem todos os agressores vêm de famílias onde reine a violência. Nem uma família disfuncional é sinónimo de que uma criança ou um adolescente se transforme num agressor. "Na verdade muitas pessoas que foram vítimas de violência de progenitores ou familiares escolhem não serem violentas." Mas os estudos mostram que grande parte dos agressores vêm de famílias caóticas, onde os afetos não são manifestados de forma clara. São miúdos que são frequentemente expostos a maus tratos.

PODER Estes adolescentes precisam de sentir que têm o controle. Buscam a sensação de poder. Há uma gratificação associada à possibilidade de exercerem o domínio sobre outra pessoa. São miúdos impulsivos, que se descontrolam com facilidade e que se sentem gratificados quando a vítima mostra medo e se esconde, por exemplo.

RECOMPENSA Sem querer, as vítimas “recompensam” os agressores. As vítimas NÃO TÊM CULPA de nada. Mas sempre que um garoto entrega o dinheiro do almoço, ou o celular ou outra coisa qualquer – por medo – está a recompensar o agressor. Quem agride vê o seu comportamento gratificado. E também se sente recompensado pela popularidade ganha. O fato de haver quem assista a toda esta VIOLÊNCIA e lhe gabe os feitos acaba por ser uma forma de valorização. A "cereja no topo do bolo" são os vídeos que alguns escolhem fazer, e que se tornam a medalha pelo comportamento assumido.

FALTA DE EMPATIANa maior parte destes casos os agressores NÃO se interessam pelos sentimentos dos outros. Pode custar a acreditar mas alguns adolescentes pura e simplesmente não sentem empatia com o sofrimento alheio. Pelo contrário, podem regozijar-se com isso. Quando batem, humilham e ameaçam não se deixam influenciar pelo que a vítima possa estar a sentir. Isso NÃO significa que não saibam que o que estão a fazer está errado. SABEM.

FALTA DE CONTROLE Estes adolescentes não sabem controlar as próprias emoções. Qualquer adolescente já experimentou a sensação de raiva intensa. É normal. Mas a maior parte acabam por controlar essa raiva. Mesmo quando se sentem muito frustrados, a maior parte dos adolescentes ESCOLHEM parar antes de fazer mal a alguém. Quando não há esta capacidade para gerir as próprias emoções, qualquer pequena frustração ou provocação pode levar a uma reação explosiva. A vítima pode passar pelo agressor e tocar-lhe sem querer. O fato de pedir desculpas não muda nada. O agressor pode descontrolar-se e pontapeá-la ou esmurrá-la.

FALTA DE SUPERVISÃO Os adolescentes que crescem em famílias em que falte disciplina e supervisão têm uma probabilidade maior de se transformarem em agressores de outros colegas. A ausência de limites claros é tão violenta (e destrutiva) quanto um ambiente familiar marcado pela punição física e pelo autoritarismo.

* (Claudia Morais - apsicóloga.com)

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