PSICANÁLISE

A Cura pela palavra

A psicanálise foi desenvolvida pelo psiquiatra Sigmund Freud a partir do estudo da histeria nas pacientes em Salpêtrière, juntamente com Charcot. A histeria não era comprovada através de exames clínicos, somente pelos sintomas, que eram diversos, desde dissociação mental a sintomas físicos.  Freud, percebeu que por meio da fala, associação livre, interpretação dos sonhos, transferência, resistência, atos falhos e chistes o paciente tem a oportunidade de se conectar com ideias recalcadas que produzem os sintomas atuais. Há uma nova compreensão desta memória que pode dar acesso aos conflitos inconscientes, aliviando e até curando os sintomas.
 

O tratamento psicanalítico conversa com a singularidade de cada pessoa,  fazendo com que as próprias experiências de vida tenham mais significado pessoal,  aliviando os sofrimentos causados por estresses, lutos, traumas, angústias, relacionamentos complicados, fobias, entre outros. 

"Não temos maneira de transmitir o conhecimento de um conjunto complicado de acontecimentos simultâneos, a não ser descrevendo-os sucessivamente, e assim acontece que todas as nossas descrições são falhas, de princípio, devido à simplificação unilateral, e têm de esperar até que possam ser suplementadas, elaboradas e corrigidas".  (Freud - O Mundo Interno)

PSICOSSOMÁTICA PSICANALÍTICA
SOMATIZAÇÃO

O termo “somatização” foi usado pelo psiquiatra austríaco Wilhelm Stekel (1868-1940), ex-discípulo de Sigmund Freud (1856-1939). Hoje sabemos que todas as doenças têm um lado psicossomático, ou seja, existem componentes psíquicos/emocionais e biológicos/corpo. O termo “psicossomático” vem da junção de duas palavras de origem grega, psique, que significa alma, e soma, que significa corpo.

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Podemos pensar em autores como Jacques Alain- -Miller, Pierre Marty, Joyce McDougall e Christophe Dejours, que apesar das divergências, se conciliam quanto aos princípios na direção do tratamento, que consiste em definir um sentido para o sintoma, não por meio do resgate de uma fantasia inconsciente como no modelo clássico da histeria, e sim construindo um sentido onde não havia encadeamento histórico-narrativo. Dejours (1991) sugere que a própria somatização pode ser simbolizadora de algum aspecto perdido da história dessas pessoas. Essa é mais uma inovação no campo da psicossomática psicanalítica, pois, até agora, nenhum autor havia citado a possibilidade de ver a somatização como um elemento facilitador que faz desenrolar o processo da análise. Outro mecanismo de defesa é proposto na tentativa de explicar o processo de somatização: o de repressão dos afetos agressivos. Ele se diferencia do mecanismo do recalcamento porque este opera somente sobre as representações, em nível pré-consciente/inconsciente, impedindo que as representações recalcadas ultrapassem a barreira do inconsciente até o pré-consciente.

As doenças
 psicossomáticas vêm aumentando nos dias atuais, não haveria, na nossa sociedade contemporânea, elementos presentes nos quais estariam contribuindo para um aumento do mal-estar psíquico expresso através do corpo?
Sim, as emoções como medo, raiva, culpa, tristeza, alegria, tranquilidade, afetam diretamente o nosso corpo, tanto negativamente como positivamente. Vivemos em constante estado de alerta devido as preocupações do dia a dia, esse estresse emocional fica crônico mantendo níveis altos de cortisol e adrenalina, inflamando o corpo, afetando o sistema imunológico.

Portanto as suas dores, seus sintomas, doenças, existem!  São físicos e emocionais!

Quando não nos damos conta do que está nos chateando, das questões que não queremos olhar, resolver internamente, o corpo fala. Através de sintomas como insônia, problemas digestivos, dores musculares (principalmente região dos ombros e costas), fadiga, dor de cabeça, problemas urinários, menstruais. 
A postura de que "tenho que dar conta", "eu sou forte", "só eu consigo resolver isso", as se torna uma carga pesada que "transborda".

O que a boca não fala, o que os olhos não querem ver, o corpo sente, e avisa.

Preste atenção aos sinais do seu corpo, entenda a mensagem que ele te transmite, pois cada sintoma dá uma pista do que você precisa fazer.

DEPOIMENTOS 

"Numa sociedade pautada por um capitalismo selvagem somos obrigados a encarar a vida sob a ótica de uma lógica extremamente utilitarista, deixando muitas vezes as questões do espírito de lado.

Acredito que sair do âmbito familiar, se tornar independente e encarar as eventuais frustrações do trabalho e das relações amorosas é um dos maiores desafios da vida (senão o maior).

E foi exatamente nesse contexto conturbado que eu encontrei um refúgio com a Deborah para organizar meus pensamentos e sentimentos, trabalhar a autocrítica, compreender melhor o outro e, por fim, também desenvolver a autoconfiança.

Todos esses resultados positivos se refletiram em todos os campos da minha vida, razão pela qual hoje vejo a terapia como um investimento em si mesmo."

G.M - 21 anos - Estudante

"Busquei a terapia em um momento extremo, em que me vi literalmente desesperada e logo na primeira sessão já sai muito aliviada, senti uma grande empatia pela profissional, que se mostrou atenta, interessada, compreensiva e flexível em relação aos horários. Em pouco tempo a diferença em meu comportamento foi notável, tanto pelas pessoas com quem convivo, quanto por mim, que sinto em meu dia a dia os efeitos benéficos da sistemática adotada por ela na terapia. Diversas vezes, quando me deparo com situações em que antes não saberia lidar, me vejo conscientemente adotando uma postura mais equilibrada, e mesmo quando acabo por cometer os erros de antes, consigo percebê-los e muitas vezes até mesmo corrigi-los, ou racionalizá-los, o que, ao menos a meu ver, é um caminho para a mudança.  Mudar não é fácil, não acontece de uma hora para outra, a terapia é um grande passo para isso, mas é um trabalho árduo e diário, que requer dedicação e acima de tudo força de vontade, por conta disso ter ao meu lado uma profissional competente, bem preparada e comprometida faz toda a diferença.  Posso dizer com segurança que, sou uma pessoa completamente diferente daquela que buscou está profissional a pouco mais de um ano, e sou extremamente grata em poder olhar pra trás e ver o longo caminho que percorri em tão pouco tempo." 

S.F. - 28 anos - Advogada